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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Corinthians - Campeão da Libertadores 2012 Assista aos melhores momentos da campanha do Corinthians na Libertadores da América, e ouça o hino do campeão


O trauma acabou. O sonho foi realizado. A história está feita: o Corinthians foi campeão da Copa Libertadores pela primeira vez, nesta quarta-feira, em pleno Estádio do Pacaembu lotado. O sabor inédito da conquista foi degustado pelo time paulista pela primeira vez, após a vitória por 2 a 0 contra o Boca Juniors. Os gols de Emerson coroaram uma campanha brilhante: com oito vitórias e seis empates, o Corinthians foi campeão invicto e se libertou da melhor maneira possível.
A Libertadores tinha criado uma série de traumas na história do Corinthians. O time já tinha sido eliminado duas vezes pelo arquirrival Palmeiras, sofrido ameaças de protesto da torcida em campo e perdido na primeira fase para o então desconhecido Tolima, por exemplo. Mas todo esse trauma foi enterrado com uma campanha incrível, em que adversários como Vasco, Santos e Boca foram superados, o que só valorizou a conquista alvinegra.
O Boca até repetiu no começo do primeiro tempo o que o Corinthians fez na Bombonera: fora de casa, mostrou tranquilidade para segurar o ânimo dos adversários nos primeiros minutos. A frieza argentina contaminou os corintianos, que até evoluíram na partida, mas não conseguiram aproveitar a empolgação da torcida. O Boca ainda viveu um drama, já que o goleiro Orión saiu lesionado, foi substituído e chorou no banco de reservas. Apesar do substituto Sebastián Sosa ter sido testado, o primeiro tempo não esquentou mais.
A explosão de alegria corintiana só veio aos 8min do segundo tempo: após toque de calcanhar de Danilo, Emerson ficou sozinho na área e finalizou com perfeição para o gol. O Boca passou a errar passes simples e pouco conseguiu assustar o time paulista até que um erro fatal aconteceu: Schiavi entregou a bola nos pés de Emerson, que marcou de novo e decretou de vez a vitória. Sem sustos e nem sofrimento, o Corinthians vibrou pela conquista inédita e fez o Pacaembu pegar fogo como poucas vezes na história.
Primeiro tempo morno
A partida começou com cara de Libertadores, já que teve discussão com apenas 3min. Após uma disputa entre Mouche e Chicão, os jogadores dos dois times reclamaram, com uma briga mais ríspida entre Erviti e Paulinho. Mas quando a bola rolou, o Boca repetiu o que o Corinthians fez na Bombonera: não sentiu a pressão e conseguiu equilibrar as ações em campo, apesar da torcida contra. O clima quente do começo de jogo rapidamente ficou frio no Pacaembu.
O Corinthians só conseguiu levar algum perigo ao gol aos 11min, quando o goleiro Orión ameaçou soltar um chute de Alex, mas corrigiu o erro rapidamente. O Boca tentou administrar a posse de bola, mas falhou sempre que tentou o último passe. Por isso, os corintianos se animaram, principalmente quando Emerson conseguiu passar por dois jogadores, aos 15min. Caruzzo conseguiu afastar o perigo já dentro da área, mas o Boca ainda viveu um drama aos 30min: o goleiro Orión sentiu uma lesão no joelho esquerdo, saiu chorando e o uruguaio Sebastián Sosa entrou em seu lugar.
Em evolução na partida, o Corinthians não demorou para testar Sosa. Aos 36min, Emerson avançou pela esquerda, ganhou de Schiavi na velocidade e cruzou para a área. O uruguaio não foi bem e apenas olhou a bola passar, mas Clemente Rodríguez apareceu para salvar o Boca. Já aos 38min, Sosa apareceu melhor, quando agarrou com segurança um chute de longe arriscado por Alex. A partida ainda teve cinco minutos de acréscimo por causa da lesão de Orión, mas os times não foram capazes de aproveitar isso e terminaram um primeiro tempo apenas morno.
Explosão corintiana
Sem substituições, os times voltaram pelo menos mais soltos no segundo tempo. Emerson já arriscou um chute cruzado aos 30s. Mas o Boca respondeu após uma falha de Danilo, em que Fábio Santos se jogou para cruzar o passe perigo de Sosa.
A melhor criação de chances resultou em gol: após cobrança de falta no meio-campo, Ralf desviou com a cabeça e manteve a bola viva na área. Danilo disputou a jogada no alto, mas só ganhou quando a bola tocou no chão - com um toque de calcanhar, deixou Emerson sozinho, de frente para o gol. O atacante fez o que dele se espera: abriu o placar, balançou as redes e fez explodir a alegria da torcida corintiana no Pacaembu.
O Boca não morreu na partida, mas sentiu o golpe. Tentou controlar o ritmo do jogo, administrar a posse de bola, mas era impossível fazer isso com tantos erros de passe. Um lançamento só foi acertado em uma bola parada, cobrada por Riquelme aos 26min: apesar do cabeceio perigoso, Cássio agarrou com tranquilidade.
Porém, Schiavi não teve a mesma tranquilidade na sequência: aos 27min, o zagueiro argentino errou um passe simples no meio-campo e entregou a bola nos pés de Emerson. Ele avançou rapidamente, ganhou na velocidade e finalizou com tranquilidade no canto direito, "incendiando" de vez a torcida no Pacaembu.
Sem esperanças, nem gols ou qualidade, só sobraram reclamações para o Boca. O time protestou contra Emerson, que passou a provocar os argentinos. Na bola mesmo quem ainda levava perigo era o Corinthians, como em uma falta bem cobrado por Chicão aos 38min. Isso bastou para os corintianos comemorarem o fim do trauma e a conquista de um título tão desejado.
Ficha técnica
CORINTHIANS 2 x 0 BOCA JUNIORS
Gols
CORINTHIANS: Emerson, aos 8min e aos 27min do 2º tempo
CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Leandro Castán, Chicão e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; Jorge Henrique, Alex (Douglas) e Emerson (Liédson)
Treinador: Tite
BOCA JUNIORS: Orión (Sebastián Sosa); Sosa, Caruzzo, Schiavi e Clemente Rodríguez; Ledesma (Cvitanich), Somoza, Erviti e Riquelme; Pablo Mouche (Viatri) e Santiago Silva
Treinador: Julio César Falcioni
Cartões amarelos
CORINTHIANS: Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Jorge Henrique
BOCA JUNIORS: Schiavi, Caruzzo, Riquelme e Santiago Silva
Árbitro
Wilmar Roldán
Local
Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Santos goleia Kashiwa e está na final do Mundial de Clubes


14 de Dezembro de 2011 às 12:00
247 - Com classe, jogadas individuais de primeira grandeza e, também, um pouco de sorte, o Santos passou à final do Mundial de Clubes da Fifa ao vencer, em Nagóia, no Japão, a equipe do Kashiwa Reysol por 3 a 1. Neymar e Borges, em chutes de fora da área, no primeiro tempo, e Danilo, batendo falta, no segundo, marcaram para o Peixe. Sakai, de cabeça, após cruzamento do brasileiro Jorge Vagner, fez o gol dos japoneses. O técnico Muricy Ramalho, àquela altura, mexeu no time, tirando Elano e colocando o atacante Alan Kardec. Em seguida, após conseguir um gol como efeito da mudança, tirou o centroavante Borges para colocar o meiocampista Ibson. Para o comentarista Walter Casagrande, da Rede Globo, Paulo Henrique Ganso foi o melhor jogador em campo. Neymar, por outro lado, fez uma grande partida, colocando também uma bola na trave. A torcida do Santos, bastante presente no Toyota Stadium, fez a festa do outro lado do mundo. Na Baixada Santista, comemoração começou cedo. O time de Ganso e Neymar está um passo da glória alcançada duas vezes, em 1962-63, pela geração de Pe e Coutinho, bi-campeã mundial. A pressão, agora, está com o Barcelona de Messi, que precisa vencer sua partida de amanhã para também se garantir na final. O Peixe está lá!
Leia abaixo noticiário da Agência Estado sobre a partida:
O Santos iniciou a busca pelo seu terceiro título mundial com uma tranquila vitória. Nesta quarta-feira, no Toyota Stadium, em Toyota, o campeão da última Libertadores derrotou o Kashiwa Reysol por 3 a 1, em partida válida pelas semifinais do Mundial de Clubes, e se classificou para a decisão do torneio, realizado no Japão, que será disputada no domingo.
Agora, o Santos aguarda a definição do seu adversário na final, quando buscará repetir as conquistas de 1962 e 1963, nas quais bateu Benfica e Milan, respectivamente. O adversário da decisão, que será disputada em Yokohama, sairá do duelo entre Barcelona e Al-Sadd, do Catar, que acontece nesta quinta-feira.
A expectativa é para uma vitória do time espanhol, atual vencedor da Liga dos Campeões da Europa e principal sensação do futebol neste momento. Caso o Barcelona confirme o seu amplo favoritismo, a decisão do Mundial terá um esperado duelo entre Neymar e o astro argentino Lionel Messi.
Nesta quarta-feira, o Santos não teve atuação brilhante, mas conseguiu a sua classificação para a final do Mundial de Clubes praticamente sem levar sustos no primeiro tempo. Na segunda etapa, a equipe japonesa criou chances perigosas, sem, porém, ameaçar a vitória da equipe brasileira.
Assim, bastou ao Santos contar com o talento individual de alguns dos seus principais jogadores para vencer o time japonês, que vinha embalado pela conquista do título nacional e pelas vitórias sobre Auckland e Monterrey no Mundial de Clubes. Neymar e Borges marcaram belos gols no primeiro tempo e Danilo definiu o triunfo em uma cobrança de falta na etapa final.
O Kashiwa Reysol começou a partida com uma marcação forte sobre o Santos, tentando limitar a movimentação do setor ofensivo. Mesmo assim, a equipe brasileira desperdiçou uma excelente oportunidade aos quatro minutos. Arouca fez lançamento para Neymar, que aproveitou falha da defesa japonesa e finalizou cruzado. A bola acertou a trave.
Aos poucos, o time japonês tentou sair mais da sua defesa e passou a ter mais posse de bola, mas sem ameaçar o goleiro Rafael. Foi quando o talento de Neymar começou a garantir a classificação do Santos para a final do Mundial de Clubes marcando um golaço. Aos 19 minutos, o atacante recebeu passe de Paulo Henrique Ganso, driblou Otani com extrema facilidade e chutou colocado, com a bola entrando no ângulo direito da meta defendida por Sugeno.
Mesmo sem ser muito incisivo, o Santos dominava a partida e marcou o seu segundo gol aos 24 minutos. Na entrada da área, Borges recebeu a bola de costas, girou sobre a marcação e chutou forte, com a bola entrando no ângulo esquerdo do gol, sem qualquer chance de defesa para o goleiro japonês.
Em vantagem, o Santos recuou para atrair o Kashiwa Reysol e tentar explorar os contra-ataques. Já o time japonês passou a atacar mais, liderado pelo brasileiro Jorge Wagner. O Kashiwa Reysol tentou ameaçar em jogadas aéreas e finalizações de fora da área, mas não teve sucesso.
O Santos voltou para o segundo tempo com uma postura mais ofensiva e desperdiçou boa oportunidade de gol logo aos quatro minutos. O lateral-direito Danilo recebeu passe na grande área e cara a cara com Sugeno, finalizou em cima do goleiro do Kashiwa Reysol.
O time japonês diminui a vantagem santista no seu primeiro ataque na etapa final. Aos nove minutos, Jorge Wagner cobrou escanteio e Sakai, que subiu sozinho no meio da área, desviou de cabeça para as redes, sem qualquer chance de defesa para Rafael. Com o gol, o técnico Muricy Ramalho decidiu mudar o Santos, com a entrada de Alan Kardec no lugar de Elano.
O Santos voltou a ter uma vantagem confortável aos 19 minutos, quando Danilo foi derrubado na intermediária. O próprio lateral-direito cobrou a falta. O chute foi colocado e a bola entrou rasteira, no canto esquerdo da meta de Sugeno, que não esboçou reação.
Em desvantagem, o Kashiwa tentou pressionar o Santos e quase marcou aos 29 minutos com o atacante Sawa, que entrou durante o segundo, acertou a trave em finalização na grade área. O Santos encontrava dificuldade para encaixar contra-ataques perigosos e manter a posse de bola. Assim, Muricy trocou o atacante Borges pelo meia Ibson.
Aos 36 minutos, o Kashiwa perdeu excelente chance de dar mais emoção aos instantes finais do jogo. Leandro Domingues avançou en velocidade e cruzou para Sawa, livre de marcação na pequena área, finalizar por cima do gol. A resposta do time brasileiro foi imediata, com um chute cruzado de Ibson, que acertou o travessão.
Nos minutos finais, Muricy trocou Danilo pelo zagueiro Bruno Aguiar. Depois, o Santos segurou a vantagem no final do jogo e garantiu presença na decisão do Mundial de Clubes com o triunfo sobre o Kashiwa Reysol.
Ficha técnica:
Kashiwa Reysol 1 x 3 Santos
Kashiwa Reysol - Sugeno; Sakai, Masushima, Kondo e Hashimoto (Hyodo); Otani, Leandro Domingues, Jorge Wagner e Kurisawa; Tanaka (Sawa) e Kudo (Kitajima). Técnico: Nelsinho Baptista.
Santos - Rafael; Danilo (Bruno Aguiar), Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Durval; Arouca, Henrique, Elano (Alan Kardec) e Ganso; Borges (Ibson) e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho.
Gols - Neymar, aos 19, e Borges, aos 24 minutos do primeiro tempo; Sakai, aos 9, e Danilo, aos 18 minutos do segundo tempo.
Cartão amarelo - Leandro Domingues e Kurisawa (Kashiwa Reysol); Henrique (Santos).
Árbitro - Nicola Rizzoli (Itália).
Público - 29.173 espectadores.
Local - Toyota Stadium, em Toyota (Japão).


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Santos no Japão: time chega a Nagoya, e Neymar é cercado por fãs Delegação, que saiu do Brasil na noite de segunda e chegou a dormir em Frankfurt, desembarca após dois dias de trajeto para a terra do Mundial

Pés no chão. O Santos desembarcou na noite desta quarta-feira (manhã de quinta-feira no Japão) em Nagoya, onde ficará concentrado para a primeira parte do Mundial de Clubes da Fifa. Após dois dias de viagem, Neymar, Muricy Ramalho & cia estão prontos para começar a busca pelo tricampeonato.
A delegação brasileira chegou ao aeroporto de Nagoya às 22h (de Brasília, 9h de quinta no horário local). Uma hora e meia depois, todos chegaram ao hotel. Cerca de 20 torcedores - entre eles cinco brasileiros santistas que moram no Japão e os demais japoneses fãs de Neymar - esperavam pelos atletas.

  O craque alvinegro, como sempre, foi o mais assediado e acabou cercado para distribuir autógrafos. Precisou até da ajuda de seguranças para entrar no saguão do hotel, mas foi bastante solícito e fez a alegria dos torcedores. Ganso também recebeu o carinho, mas com menos alvoroço. O ônibus que fez o trajeto do elenco do aeroporto até o hotel ainda não era o oficial da Fifa.
A equipe deixou São Paulo na noite de segunda, fez escala em Frankfurt, dormiu na Alemanha e na terça seguiu para o Japão. O primeiro voo do Peixe decolou por volta das 23h (de Brasília) na segunda. Depois de desembarcar em Frankfurt, os jogadores foram para um hotel e ainda fizeram atividades na academia na terça. Na quarta de manhã (horário alemão), a equipe finalmente seguiu para o Japão, direto para Nagoya, sem precisar passar pelo aeroporto de Narita, próximo a Tóquio. Este segundo voo durou mais 11 horas.

  O time de Muricy estreia na próxima quarta, às 8h30m (de Brasília), pela semifinal em Toyota (cerca de uma hora de distância do hotel Hilton, que servirá de concentração para o Santos). O rival ainda será conhecido. Nesta quinta, Kashiwa Reysol, do Japão, e Auckland City, da Nova Zelândia, abrem o Mundial às 8h45m (de Brasília). O vencedor enfrentará o mexicano Monterrey na quarta de final que decidirá o adversário santista. Muricy estará no estádio para acompanhar a partida.
Em Nagoya, o Santos está concentrado no mesmo hotel onde está a banda Aerosmith, que fará show nesta quinta na cidade. Há ainda uma delegação do Cirque du Soleil, que também se apresenta na região nesta semana.
Muricy vai comandar um treino ainda nesta quinta, com saída do hotel às 16h30 no Japão (5h30 em Brasília) no estádio Mizuho T&F, que será usado pelo Santos durante sua estadia em Nagoya. Na sexta, Muricy dará sua primeira entrevista coletiva oficial da Fifa na cidade.
O Peixe fica em Nagoya até o dia 15, quando segue para Yokohama, local da decisão do terceiro lugar (caso seja derrotado na semifinal) e da final do Mundial (caso avance), dois jogos no dia 18.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Um bando em êxtase: Timão empata clássico e conquista o título brasileiroEm jogo de quatro expulsões e briga entre os jogadores, Corinthians fica no 0 a 0 contra Palmeiras, no Pacaembu, e sagra-se campeão pela quinta vez

Foi um título com a cara da Fiel: sofrido, brigado e marcado por lágrimas - de alegria e de saudade. A conquista deste domingo, talvez seja exagero, talvez não, começou de madrugada. Com a morte de Sócrates, aos 57 anos, o Corinthians tinha mais um motivo para ganhar o seu quinto título brasileiro. Como se fosse pouco levantar a taça mais importante do país, o time alvinegro ainda tinha que homenagear o Doutor, um dos maiores ídolos de sua história.

Em campo, o Corinthians segurou um difícil empate com o Palmeiras, sem gols. Bastava para ser campeão. Bastou para soltar o grito do bando de loucos. Bastou para um time de operários que brilhou no início do campeonato, quando venceu nove jogos nas dez primeiras rodadas, empatando apenas um.
Foi um título sem heróis, a não ser os anônimos, aqueles que frequentam a arquibancada. Ou será de muitos heróis? De um Sheik muito eficiente e do Imperador de um gol só... deles, que sequer jogaram a última partida. Ou do meia Alex, que saiu do banco algumas vezes para salvar os companheiros? Impossível não citar os gols de Liedson, que jogou grande parte do torneio no sacrifício. Como esquecer o atacante Willian, verdadeiro guerreiro da Fiel? Do goleiro Julio César, contestado e tão importante? De Leandro Castan, Paulo André e, por que não, do barrado capitão Chicão? Mas talvez a maior marca desse time operário esteja nos pés de Paulinho e Ralf, seus melhores jogadores. E volantes...
 Em um campeonato marcado pelo equilíbrio, venceu quem foi mais regular. E muito do mérito corintiano é de Tite. Diante de tantas dificuldades, ele manteve o time na liderança em 27 das 38 rodadas. Mas um título do Timão sem sofrimento parece não ter tanta graça. Talvez por isso o Corinthians tenha levado a disputa até a última rodada. Mas o treinador explodiu de alegria, junto com a torcida, antes do apito final. O Vasco empatou com o Fla, no Rio, e como o jogo terminou antes, era o suficiente para garantir a conquista alvinegra. Foram 71 pontos contra 69 dos vascaínos. Aos palmeirenses, nenhum consolo, já que o time terminou em 11º, com 50 pontos, classificando-se para a Sul-Americana.


Os números da campanha corintiana são incontestáveis. Além de ter liderado o torneio por mais tempo, a equipe obteve também a melhor série de resultados na história dos pontos corridos: nove vitórias e um empate nas dez primeiras rodadas. Nem mesmo a crise que viveu no segundo turno foi capaz de atrapalhá-lo. O Timão nunca esteve abaixo do quinto lugar e foi quem obteve o o maior número de triunfos (21) e a defesa menos vazada entre os 20 participantes (36 gols).
Com a conquista, o Corinthians iguala-se ao Flamengo em número de títulos brasileiros (oficialmente, a CBF não considera o Flamengo campeão brasileiro de 1987 - o time carioca ganhou o módulo verde da Copa União) , todos na “era moderna” da competição. Os clubes com as maiores torcidas do país estão abaixo apenas de São Paulo, com seis, e de Palmeiras e Santos, com oito, ambos beneficiados com a unificação dos extintos Torneio Roberto Gomes Pedrosa e Taça Brasil.
Vencer o principal torneio do país tem um sabor especial para Tite. Depois de balançar no cargo em alguns momentos da temporada, o maior título da carreira faz o treinador afastar a desconfiança de uma ala da torcida e assegura a permanência dele em 2012. A missão agora volta a ser acabar com o eterno desejo alvinegro de conquistar a Taça Libertadores.
Quem também se fortalece é o presidente Andrés Sanches, novo chefe de Seleções da CBF. Em um mandato caracterizado pelo aumento de receitas e por contratações badaladas, como Ronaldo, Roberto Carlos e Adriano, o dirigente obtém seu maior triunfo no campo, fechando um ciclo considerado de "redenção" pelos dirigentes – sob a gestão dele, o clube venceu também a Copa do Brasil e o Paulistão de 2009. Ele se afasta do cargo no dia 15 de dezembro, mas deixa seu grupo ainda mais fortalecido para vencer as eleições de fevereiro. Mário Gobbi Filho é o candidato da situação.
Nem a briga generalizada entre os jogadores após Jorge Henrique dar um chute no vácuo, marca registrada de Valdivia, estragou a festa corintiana. João Vítor, do Verdão, e Leandro Castán, do Corinthians, foram expulsos, juntando-se a Valdivia (Palmeiras) e Wallace (Corinthians), que receberam vermelho durante a partida. Com jeito moleque, além de repetir o "drible" do rival, o atacante corintiano ainda falou que estava "retribuindo o carinho" do Valdivia, excluído da partida após falta dura, onde sobrou até cotovelo.


Corinthians joga mal; Palmeiras dominaAntes de o jogo começar, emoção na despedida a Sócrates. Torcedores e jogadores levantaram o braço direito, imitando o gesto imortalizado pelo Doutor ao comemorar seus gols. Mas a emoção dos mais de 34 mil corintianos que lotaram o Pacaembu logo se transformou em nervosismo para o Timão. A pressão que a equipe tentou impor nos primeiros minutos não surtiu efeito diante de um Palmeiras bem posicionado e paciente. A velocidade aplicada pelos alvinegros foi controlada com faltas simples que impediram qualquer aproximação perigosa. Em cinco minutos, foram cinco infrações e nenhum trabalho para Deola.
A dificuldade em se aproximar da área, gradativamente, enervou o Corinthians. O excesso de passes errados no setor ofensivo deu ao Palmeiras a chance de controlar o jogo. Sem pressa, o time dirigido por Luiz Felipe Scolari apostou em lançamentos pelo alto para tentar surpreender os zagueiros Paulo André e Leandro Castán. Valdivia levou a melhor em boa parte dos lances contra o improvisado volante Wallace, mas ficou aquém do esperado na criação para Luan e Ricardo Bueno. Apenas Marcos Assunção assustou em cobranças de faltas.
Enquanto o Corinthians sofria para se acertar, o Vasco ficou em vantagem contra o Flamengo, no Engenhão, e manteve o sonho de levar a taça para São Januário. O sistema de som do Pacaembu, que vinha anunciando todos os outros resultados da última rodada, ignorou o gol de Diego Souza a pedido da direção corintiana. Os jogadores do Timão desceram aos vestiários sem saber a vantagem do rival na briga pelo título.
Antes de o primeiro tempo acabar, o Corinthians reclamou de um pênalti em lance duvidoso. Willian recebeu passe de Alessandro na área, recebeu um toque do joelho de Henrique e caiu ao trombar com Leandro Amaro. A bola sobrou para Liedson, que finalizou contra um marcador e perdeu boa chance. Os atletas ainda pressionaram o árbitro Wilson Luiz Seneme, que nada marcou.

Valdivia e Wallace expulsos
O Corinthians voltou para o segundo tempo outra vez tentando pressionar. Agora, contudo, teve a ajuda de alguém que poderia desequilibrar do outro lado. Logo aos três minutos, Valdivia cometeu falta violenta sobre Jorge Henrique e foi expulso. Sem o Mago, o Verdão teve problemas para deixar a defesa e acabou permitindo que o Timão segurasse a bola no campo de ataque. Para ajudar, Renato Abreu empatou para o Flamengo. Desta vez, o sistema de som do Pacaembu informou o resultado e colocou fogo na Fiel.
Apesar de melhorar seu desempenho e do incentivo das arquibancadas cada vez maior, o Timão seguiu com problemas para passar pela defesa adversária. Alex foi bem marcado por Márcio Araújo e não conseguiu acionar Liedson. O Palmeiras só respondia nas faltas com Marcos Assunção. Em uma delas, quase voltou a dar esperança ao Vasco. Fernandão desviou de cabeça e carimbou a trave.
O drama corintiano reapareceu dois minutos mais tarde, quando Wallace cometeu falta violenta em Maikon Leite e também foi expulso. O Verdão chegou a marcar, com Henrique, mas a arbitragem marcava impedimento de Fernandão no início da jogada. Por um instante, o silêncio tomou conta da parte alvinegra do Pacaembu.
A partir dos 40 minutos, perder o título parecia impossível. A festa começou aos poucos nas arquibancadas. Em campo, muita confusão. Jorge Henrique deu o famoso "chute no vácuo", criado por Valdivia, e deu início a um tumulto com João Vitor, que acabou expulso. Outros jogadores foram até a linha de fundo e a briga se generalizou. Tite e o trio de arbitragem tentaram apartar. Com o problema resolvido e o fim do jogo entre Vasco e Flamengo, o Pacaembu explodiu no coro de campeão.

domingo, 20 de novembro de 2011

CORINTHIANS COM A MÃO NA TAÇA

 Numa virada épica, com o primeiro gol do Imperador, Corinthians supera o Atlético-MG no Pacaembu a duas rodadas do fim. Galo ainda corre risco

A República Popular do Corinthians virou Império neste domingo. Graças a um gol salvador de Adriano, aos 43 minutos do segundo tempo, o Timão venceu o Atlético-MG por 2 a 1, de virada, e ficou ainda mais perto do título do Campeonato Brasileiro. Foi o primeiro gol do Imperador com a camisa alvinegra.
O jogo estava perdido até os 32 minutos da etapa final, quando Liedson, enfim, fez valer a pressão que o Corinthians exerceu durante a partida inteira sobre um retraído Atlético-MG, que abriu o marcador em jogada ensaiada. No fim, valeu a raça, a determinação e a estrela de um jogador que carrega nuvem de desconfiança sobre ele.
GALERIA DE FOTOS: Veja as imagens do jogo no Pacaembu
Com o triunfo, o líder Timão mantém dois pontos de vantagem sobre o vice-líder Vasco (67 a 65) e pode ser campeão já na próxima rodada. O Atlético-MG, que com vitória ou empate escaparia de vez do rebaixamento, continua com 42 pontos e ainda corre o risco de cair para a Segunda Divisão em 2012.
 O próximo jogo do Corinthians é contra o Figueirense, domingo, em Florianópolis. O time catarinense está firme na briga por uma vaga na Libertadores. Já o Atlético-MG recebe na Arena do Jacaré o Botafogo, que também sonha com classificação para a Libertadores.



Posse de bola = poucas chances
Muita posse de bola (64%) e poucas chances. Esse foi o resumo do Corinthians no primeiro tempo do duelo com o Atlético-MG. Embora tenha tido o domínio da partida, o Timão pecou na hora de finalizar. Desperdiçou muitas faltas na barreira, chutou longe do gol e sentiu a falta de um centroavante – Liedson pouco fez.
Fora os três primeiros minutos, nos quais pressionou o rival no campo de defesa, o Atlético-MG deixou bem clara a sua postura: marcar, marcar e marcar. Não à toa, ao final da etapa inicial, a equipe de Cuca já somava 25 desarmes. Apesar de não ter criado quase nada, dentro de sua proposta o Galo obteve sucesso.
Com marcação individual de Pierre em Danilo e de Carlos César em Paulinho, o Atlético-MG inibiu duas importantes peças do Timão. O destaque corintiano nos primeiros 45 minutos, então, foi Willian. O atacante estava pilhado. Ajudou a defesa quando preciso, não poupou carrinhos, mas finalizou pouco (e mal!).

Sem conseguir driblar a boa marcação dos mineiros, o Corinthians tentou algumas vezes em cobranças de falta. Só que o Timão parece precisar de mais treinamentos de bola parada. O goleiro Renan Ribeiro não teve trabalho em nenhuma delas. Pior ainda: o defensor só teve real trabalho em cabeçada contra de Serginho.
Do outro lado, Julio Cesar também viu o primeiro tempo de camarote. À exceção de alguns poucos lampejos do Galo, nenhum deles muito perigoso, o goleiro corintiano não teve trabalho. Não poderia ser diferente, diante da postura defensiva adotada pelo Atlético-MG no jogo deste domingo no Pacaembu.

Imperador salva
As duas equipes voltaram sem alterações para a segunda etapa. E o Corinthians, soberano no primeiro tempo, foi logo para cima do Atlético-MG. Novamente com o “pilhado” Willian. O atacante girou na direita e bateu de fora da área. A bola passou bem perto do gol de Renan Ribeiro, que olhou e torceu para ir pela linha de fundo.
A impaciência tomou conta cedo da torcida do Timão, que aos nove minutos, depois de um erro de Danilo, pediu a entrada de Alex. Enquanto comemorava que Tite havia chamado o meia para entrar, uma ducha de água fria foi jogada na Fiel: gol do Atlético-MG, aos dez minutos.

Em jogada ensaiada, Bernard acionou Richarlyson. O lateral tocou para Daniel Carvalho fazer o cruzamento na cabeça de Leonardo Silva, autor do gol. Irritada, então, a torcida do Corinthians vaiou a saída de Danilo. E se irritou mais ainda aos 22 minutos, quando Tite tirou Willian para entrada de Adriano.
Ainda dono de melhor posse de bola, o Timão partiu para pressão em cima do Galo, cada vez mais com postura defensiva. Aos 23 minutos, Renan Ribeiro fez uma linda defesa em bonito chute de Alex e evitou o empate. Mas a pressão do Timão seguia. E o nervosismo aumentava a cada minuto e a cada cera dos mineiros.
 

Sem força na criação, o Atlético-MG tentou esfriar a pressão dos donos da casa com “cai cai” e alterações. Mas não teve sucesso. O Corinthians não desistiu e empatou a partida aos 32 minutos. E na jogada mais feita no jogo: após cruzamento na área, Liedson completou de cabeça, empatando o jogo. O resultado já recolocava o Timão na liderança do Brasileirão.
Mas a Fiel queria mais. E a virada veio, de forma espetacular: aos 43, Emerson deu uma arrancada de 43 metros no contra-ataque e serviu Adriano, que invadiu a área e bateu cruzado, de esquerda, sem chance para o goleiro Renan Ribeiro. Foi o primeiro gol do Imperador pelo Timão. E justamente num momento crucial do Brasileirão. Coisa de quem tem estrela.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ronaldo afirma que Neymar vai ser melhor do mundo Para ex-jogador, estrela do Santos tem que ir para a Europa para ganhar o prêmio

Mesmo após a fraca atuação na campanha da seleção brasileira nesta Copa América, Neymar segue com prestígio. Nesta segunda-feira (18), em entrevista ao Canal +, da França, o ex-atacante Ronaldo defendeu o jogador santista das críticas e o projetou sendo eleito melhor do mundo.

- Ele é muito técnico, rápido e tem grande personalidade. Para mim, já é o melhor jogador do Brasil e estou seguro que em um ou dois anos na Europa pode ser o melhor do mundo.

O Fenômeno é dono da 9ine, empresa de marketing esportivo que é responsável pelo gerenciamento de parte da carreira de Neymar. Com isso, Ronaldo vira um trunfo de Barcelona e Real Madrid, ex-clubes do jogador, para contarem com o craque santista na próxima temporada.

O ex-camisa 9 da seleção brasileira, no entanto, preferiu não opinar sobre qual clube deve ser o destino de Neymar e aconselhou o jogador a não deixar as negociações influenciarem seu desempenho em campo.

- O garoto precisa ter cabeça boa, ser tranquilo e muito determinado para não desviar seu caminho. Ele tem que pensar apenas em jogar bola. Existe uma equipe que cuida do seu futuro, então é uma questão de saber tomar as decisões corretamente.

‘Zebras’ driblam os favoritos, brilham e se destacam na Copa América 2011 Uruguai, Peru, Paraguai e Venezuela derrubam Argentina, Colômbia, Brasil e Chile e fazem semifinais recheadas de surpresas no meio desta semana

Com um drible desconcertante nos analistas, as “zebras” fizeram um golaço na Copa América de 2011. Assim, o torcedor que vê as semifinais definidas com os duelos Paraguai x Venezuela e Uruguai x Peru pode perguntar: por onde andam os favoritos? A resposta, então, será que estão todos eliminados, voltando pra casa.
Os casos mais surpreendentes são os da anfitriã Argentina e do atual bicampeão Brasil. Depois de uma primeira fase com dois empates e apenas uma vitória, os hermanos tiveram o Uruguai pela frente nas quartas de final. Resultado: um empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação e derrota nos pênaltis (5 a 4).
- Não chamo de fracasso. Fizemos o possível para ganhar a Copa. A palavra fracasso é muito forte. Temos que seguir trabalho – disse o técnico da Argentina, Sergio Batista, logo depois da eliminação para a Celeste.

A Seleção Brasileira teve uma campanha idêntica à da Argentina na primeira fase. Empatou dois jogos e venceu um. Só que deu mais sorte e classificou-se como primeira da chave. Reencontrou, então, o Paraguai. E se deu mal. Mesmo jogando bem, não saiu do 0 a 0. Nos pênaltis, errou quatro cobranças e perdeu por 2 a 0.
- A derrota sempre nos traz tristezas, porque o futebol só valoriza quem vence. Mas temos de sair da Copa América com uma noção bastante clara de que o Brasil evoluiu ao ponto de fazer um quarto jogo com uma superioridade imensa, permitindo apenas duas conclusões do adversário – declarou Mano Menezes.

Outro que chegou às quartas de final como favorito e deu adeus mais cedo do que a maioria imaginava foi a Colômbia. Melhor time do grupo da Argentina, a equipe cruzou com o Peru, que se classificou apenas como melhor terceiro colocado. Para surpresa de muitos, a zebra venceu na prorrogação por 2 a 0.
Por fim, a maior surpresa de todas: a Venezuela. A Vino Tinto não só passou às semifinais da competição pela primeira vez na história, como eliminou o Chile, apontado pelo técnico do Brasil, Mano Menezes, como o melhor time da primeira fase, com uma vitória por 2 a 1. As “zebras” realmente estão em alta.
A decisão da Copa América será no próximo domingo, dia 24 de julho, em Buenos Aires. Antes, porém, Peru e Uruguai disputam uma das vagas na decisão na terça-feira, em La Plata. E na quarta-feira, Paraguai e Venezuela jogam em Mendoza.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Santos acerta detalhes, e Ibson é o novo reforço do clube

Santos confirmou a tendência e acertou os últimos detalhes para a contratação do volante Ibson, que pertencia ao Spartak de Moscou, da Rússia. O jogador está sendo adquirido por 4 milhões de euros (cerca de R$ 9 milhões). A transação foi acertada após uma reunião envolvendo dirigentes do Peixe e o empresário de Ibson, Eduardo Uram, na tarde desta sexta-feira, em São Paulo.

Desta forma, os santistas venceram a concorrência de Flamengo e Fluminense, mesmo após quase ter aberto mão da negociação. Isto porque, a cúpula alvinegra chegou a concentrar os seus esforços na contratação do meia Cleiton Xavier, do Metalist Kharkiv, da Ucrânia.

Com a recusa de Cleiton Xavier, o Santos, que já havia retomado as conversas com o Spartak, chegou a um consenso em relação ao valor da transferência. Após acertar essa parte da negociação, o Peixe definiu as bases do contrato do volante.

Além de Ibson, os santistas acertaram no dia anterior com outro volante: Henrique, do Cruzeiro. A direção do time da Vila Belmiro deve revelar, em breve, todas as informações referentes a essas transações.

Denilson, do Arsenal, deve ser anunciado oficialmente como reforço no São Paulo para Brasileirão

Revelado no Tricolor Paulista, meia de 23 anos desembarcará no Brasil na próxima segunda (18), após cinco anos na Inglaterra, para exames médicos e assinar contrato com o clube paulista.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Willian decide mais uma vez, Corinthians vence Inter e abre seis pontos na ponta

Willian mostrou mesmo que está em grande fase. O atacante decidiu novamente em favor do Corinthians, que venceu de forma apertada o Inter por 1 a 0, nesta quinta-feira, no Pacaembu, e abriu seis pontos de vantagem na liderança do Brasileirão.
Foi um verdadeiro clássico. Jogo muito disputado, com rivalidade entre os atletas, várias chances de gol perdidas para ambos os lados e, no final, um gol do ‘iluminado’ Willian, que decidiu a sua segunda partida seguida na competição (havia feito o gol da vitória contra o Atlético-GO no último domingo).

A vitória contra o Inter aumentou para seis a série de partidas seguidas com vitória da equipe do técnico Tite. Para melhorar esse quadro, o Corinthians abriu seis pontos de vantagem para o Flamengo (25 a 19), pois igualou em número de partidas com o rival. Já o Inter ficou com 15, e deve perder mais posições porque tem um jogo a mais (a partida de hoje foi antecipada da rodada 12).
Como gosta de dizer Tite, houve muito “equilíbrio” na partida, com as duas equipes buscando muito a vitória. Raça não faltou, mas o mesmo não pode se dizer dos gols, já que tanto Corinthians quanto Inter pecaram na hora de finalizar.
Aos 18min, a mudança que alterou a história do jogo. Quando o Inter era bem melhor na partida, Emerson Sheik entrou no lugar de Liedson, e o Corinthians reequilibrou as ações, sendo premiado pelo oportunismo de Willian após belo passe de Paulinho.
Depois do 1 a 0, o treinador corintiano recuou o time e apostou nos contra-ataques. O Inter martelou, mas não conseguiu o gol do empate, para alegria dos mais de 35 mil torcedores corintianos, que ovacionaram o herói Willian quando ele deixou o gramado e comemoraram a vitória com direita a famosa ‘ola’ no fim.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dagoberto celebra recorde pessoal de gols numa temporada pelo Tricolor Atacante chega a 15 gols em 31 jogos neste ano. Em 2010, precisou de 17 partidas a mais para obter a mesma quantidade de gols

Com o gol marcado na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, no último sábado, Dagoberto chegou a 15 na temporada e já igualou a melhor marca da carreira, alcançada no ano passado. Como ainda faltam 29 rodadas para o término do Campeonato Brasileiro, a expectativa do atacante é de bater com sobras seu próprio recorde.
Em 2010, os 15 gols foram alcançados em 48 partidas. Este ano, ele alcançou o feito em apenas 31 jogos. No total, são 54 gols em 215 partidas pelo São Paulo.
- Estou muito feliz por estar ajudando o São Paulo. É uma marca expressiva que alcancei e o grupo tem me ajudado muito. Contra o Cruzeiro, o Marlos me deixou tranquilo para fazer o gol e o Rivaldo entrou muito bem na equipe. Isso é uma conquista de todos - disse Dagoberto, em entrevista ao site oficial do clube.
Curiosamente, ele vivia um pequeno jejum de gols – não marcava desde 22 de maio, quando o São Paulo bateu o Fluminense por 2 a 0, na primeira rodada do Brasileirão.
Além da marca pessoal, Dagoberto comemorou o fato de o time ter quebrado a série negativa de três derrotas consecutivas. O próximo jogo será no domingo, em Porto Alegre, contra o Internacional, mesmo clube que mostrou interesse em seu futebol no mês passado.
- Foi um resultado muito bom (a vitória sobre o Cruzeiro). Precisávamos disso por tudo que estava acontecendo. Um clube grande como o São Paulo não pode ter três derrotas seguidas. Fizemos uma bela partida. Vamos procurar dar sequência e deixar o São Paulo onde ele merece estar. O clima está favorável – disse Dagoberto.