quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Aluno de 10 anos atira em professora e se mata em São Paulo; mulher não corre risco de morte


A professora que foi baleada por um aluno de 10 anos em uma escola em São Caetano do Sul (Grande São Paulo) nesta quinta-feira (22) apresenta estado de saúde estável e não corre risco de morte, segundo nota da prefeitura. A professora levou um tiro na região posterior do lado esquerdo, altura do quadril e sofreu uma fratura na patela direita. O aluno atirou contra si mesmo e morreu no hospital.
Por volta das 15h50 desta quinta-feira (22), com 25 alunos em uma das salas de aula da unidade, o aluno D. M. N., do 4º ano, efetuou os disparos contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira e atirou duas vezes contra a própria cabeça. Ele morreu uma hora depois no hospital de emergência Albert Sabin, em são Caetano, após duas paradas cardíacas.

Segundo o capitão do 6º BPM de São Caetano, Robson Castropil, a criança pediu para ir ao banheiro e quando voltou, atirou contra a professora, saiu para o corredor e atirou em si mesma.
De acordo com a Folha.com, o garoto era filho de um guarda municipal e teria usado a arma do pai --um revólver calibre 38. A polícia ainda não tem informações sobre como a arma chegou às mãos da criança e espera a perícia.

Melhor do Estado, segundo o Ideb

A escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, palco dos disparos, é a primeira de São Paulo no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2009 nas séries finais (5ª a 8ª) com índice ou "nota" de 6,7.
O Ideb é a "nota" do ensino básico no país. Numa escala que vai de 0 a 10, o MEC (Ministério da Educação) fixou a média 6, como objetivo para o país a ser alcançado até 2021.
As aulas na escola foram suspensas hoje à noite e amanhã na escola.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

ANÁLISE-BB e Bradesco agradam,mas Itaú e Santander frustram no 2o tri


SÃO PAULO (Reuters) - Mais que aumento dos lucros e do crédito, foi o controle dos calotes e dos custos que definiram quais dos grandes bancos no Brasil agradaram ou frustraram o mercado nos balanços do segundo trimestre.
Num cenário menos vistoso, com alta de juros e medidas restritivas nos empréstimos para o consumo, Banco do Brasil e Bradesco se destacaram, ao evitar uma piora da qualidade da carteira e um aumento das despesas.
O BB, o único que conseguiu reduzir levemente o índice de atrasos de 90 dias no balanço trimestral, também entregou novos ganhos da Previ (fundo de pensão dos funcionários do banco), bom desempenho na tesouraria e em redução de custos, combinação que o fez superar com folga as previsões de lucros do mercado.
"A rentabilidade do BB foi significativamente apoiada por receitas fortes e custos comportados", resumiram os analistas do UBS, em relatório.
Já o Bradesco teve o maior ritmo de crescimento do crédito, sem com isso piorar a inadimplência. Sua rentabilidade também surpreendeu analistas.
"Mais uma vez, o Bradesco conseguiu entregar resultados sólidos", resumiu o Credit Suisse em relatório, no qual manteve recomendação de compra para as ações do banco.
O mesmo não aconteceu com Itaú Unibanco e Santander Brasil que, além de despesas maiores para fazer frente crescentes perdas com empréstimos não honrados de clientes, ainda não começaram a entregar os prometidos ganhos de eficiência em seus processos de fusão.
O Itaú admitiu ter "acelerado" demais os empréstimos para empresas de pequeno e médio portes, justamente um dos segmentos que mais tiveram aumento dos calotes. O banco prometeu cortar mais custos administrativos para tentar amenizar os efeitos da inadimplência, que ainda pode ter uma pequena piora no terceiro trimestre. Após o balanço, as ações do grupo despencaram.
"(Estamos) conscientes da mensagem que o mercados está enviando", disse o diretor de relações com investidores, Alfredo Setubal, em teleconferência com analistas.
No caso do Santander Brasil, de pouco adiantou um lucro acima das expectativas, fazendo a unidade ganhar ainda mais peso dentro dos resultados mundiais do grupo espanhol, abalado pela fragilidade da economia na Europa.
Sem conseguir rentabilizar o capital no mesmo nível dos concorrentes, especialmente após a bilionária oferta inicial de ações de 14 bilhões de reais há dois anos, o banco ainda teve crescimento menor da carteira e inadimplência maior do que a média do mercado. Resultado: suas ações voltaram a cair forte.
"O banco tem performado abaixo de seus concorrentes, isso é um dado", disse a jornalistas o presidente-executivo do banco, Marcial Portela. "Mas, se o investidor for paciente, vai recuperar um valor importantíssimo."