segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Cartão pré-pago: uma forma segura de organizar suas contas e evitar surpresas!
O descontrole financeiro é a principal causa da inadimplência do brasileiro. Uma alternativa para driblar esse problema é fazer uso dos cartões pré-pagos, que são ótimos instrumentos de controle do orçamento, além de uma forma segura e prática de o consumidor substituir o dinheiro na hora do pagamento de contas.
A dinâmica é como a de um telefone pré-pago, tão popular entre os brasileiros, na qual o usuário sabe exatamente o quanto gasta, pois carrega o aparelho de acordo com as suas possibilidades. O plástico pré-pago tem a mesma premissa: você carrega o meio de pagamento de acordo com as suas contas e gasta apenas o que está programado.
Que tal saber mais sobre esse meio de pagamento?
Instrumento de inclusão e educação financeira
O plástico pré-pago pode ser visto, também, como instrumento de inclusão social: é uma ferramenta que insere a população não bancarizada no mundo dos pagamentos eletrônicos, mais convenientes, seguros e que permitem um maior controle dos gastos.
Além disso, o cartão pré-pago pode ser considerado um excelente aliado da educação financeira. Como? Com a ferramenta, ao determinar o saldo disponível no cartão, os pais acabam forçando os filhos a se planejarem para não gastarem mais do que podem.
Em alguns produtos, os portadores dos cartões podem sacar, guardar dinheiro para necessidades futuras ou comprar em estabelecimentos credenciados, como cinema, lanchonetes etc.
Já os pais, podem controlar os gastos dos filhos, uma vez que, na maioria dos produtos, todos os saques ou compras são debitados no saldo da sua conta corrente.
Pré-pagos mais populares
Entre os cartões pré-pagos mais conhecidos, além dos destinados à mesada, estão os pré-pagos de viagem e os vale-presentes.
O pré-pago de viagem protege o turista de oscilação cambial, permite um planejamento antecipado de gastos e ainda oferece segurança, pois evita que o viajante ande com muito dinheiro durante o passeio.
Esse tipo de plástico pode ser comprado, atualmente, em dólar, euro, libra ou rand, mas pode ser usado em todo o mundo, para compras em quase 30 milhões de estabelecimentos e para saque em moeda local em mais de um milhão de caixas automáticos no exterior.
Os cartões presente já são bastante populares entre os brasileiros. Quem nunca ficou na dúvida na hora de presentear um parente, amigo ou namorado (a), por exemplo? Com os plásticos que têm essa função, o próprio presenteado pode escolher o item que mais lhe agrada, dentro de um valor pré-estipulado pela pessoa que está dando o presente.
Além dos varejistas de diversos setores (que oferecem um cartão próprio da loja, que permite ao presenteado comprar qualquer item, dentro do valor estabelecido), existem plásticos que oferecem a possibilidade de a pessoa escolher a loja na qual quer comprar.
Esse tipo de produto é um cartão pré-pago, que possibilita cargas de valores fixos ou variáveis, dependendo do programa, e dá ao presenteado mais liberdade de escolha, permitindo que ele decida o que e onde comprar.
domingo, 13 de novembro de 2011
G1 chega ao topo da Rocinha pacificada Moradores tranquilos dizem que nem sentiram ocupação. Maior favela do Rio foi ocupada em megaoperação neste domingo.
Ruas cheias de óleo, barricadas desmontadas, moradores curiosos, carcaças de motos roubadas abandonadas por traficantes que não reagiram à operação de pacificação da Favela da Rocinha, a maior do Rio de Janeiro, ocupada totalmente na manhã deste domingo (13) na maior operação desse tipo já realizada no estado. E nenhum disparo.
As repórteres do G1 entraram na Rocinha às 7h, depois de anunciada a pacificação total da favela, e percorreu a pé as principais ruas da comunidade. Os moradores ainda se escondiam em suas casas, mas muitos afirmaram não ser por medo. “Eu estava é dormindo, não ouvi nenhum barulho”, diz uma moradora de condomínios do PAC.
Ainda no início da manhã, moradores começavam a tentar sair para trabalhar. As barricadas improvisadas, pedaços de concreto e de madeira deixados nas ruas, já haviam sido deslocadas pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope). Mas o óleo no asfalto ainda trazia perigo. Muitos escorregaram nas ladeiras, por onde idosos também caminhavam, nenhum com ferimento grave.
Ao longo de ruas largas, carros e blindados ainda percorriam a favela. Começava a revista nas vielas. Estudantes, mulheres, todos eram parados por policiais. Bolsas e mochilas averiguadas. Uma delas em frente à casa do traficante Sandro Luis Amorim, o Peixe, preso durante a semana quando tentava escapar da comunidade escoltado por policiais.
Champagne, vinho, televisão de LCD, DVD, luxo. Um dos principais comparsas de Nem, Antonio Bonfim Lopes, chefe do tráfico da favela, morava em um beco que foi achado por acaso, segundo a polícia.
A casa camuflada entre as demais, apenas tijolos do lado de fora, é pequena, mas luxuosa. São pouco mais de 30 degraus para chegar. Nenhuma indicação para encontrá-la. “Peixe? Eu só conheço o que tem no mar”, nos dizia um pouco antes Carlinhos, que aluga a laje por R$ 3 para quem visita a comunidade.
Mais acima, quanto mais se passam as horas, menos policiais e mais moradores. Por volta das 9h, o Bope começava a procurar traficantes nas matas ao redor. A operação pente-fino apreendeu armas. O barulho dos helicópteros se intensificava, alguns se aproximavam de possíveis locais de fuga, outros distribuíam panfletos pedindo apoio à ação.
Além das dezenas de motos, frutos de crime e depenadas, muito lixo. O cheiro, por vezes insuportável, é parte da rotina dos moradores em muitas vias. No ponto mais bonito do morro, de onde se pode ver a praia e quase toda a favela, máquinas caça-níqueis abandonadas.
Na parte mais pobre da Rocinha, recebemos o alerta para tomar cuidado. Por entre as árvores, avistamos uma escadaria improvisada: pedaços de madeira pregados até o topo, para os olheiros do tráfico. Até lá, pouco mais de três horas de caminhada.
Às 12h15, muitos moradores já se aglomeravam na principal rua da favela, a curva do S, para acompanhar o hasteamento da bandeira da Unidade de Polícia Pacificadora. A favela estava acordada. “Acho que a UPP vai melhorar bastante aqui. Espero”, diz Andrei , 27. “Pelo menos, não teve nenhum tiro”, completa.
Rocinha
Localizada entre os bairros da Gávea e de São Conrado, a Rocinha tem, atualmente, 69,3 mil moradores, segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ocupam uma área de 864.052 m².
A comunidade tem três escolas e três creches municipais, um Ciep, 11 unidades de saúde, um centro de assistência social e duas praças .De acordo com um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Rocinha é a região administrativa da cidade que tem a população com menor nível de escolaridade entre todas do município do Rio de Janeiro.
Assinar:
Postagens (Atom)



