segunda-feira, 15 de agosto de 2011
ANÁLISE-BB e Bradesco agradam,mas Itaú e Santander frustram no 2o tri
SÃO PAULO (Reuters) - Mais que aumento dos lucros e do crédito, foi o controle dos calotes e dos custos que definiram quais dos grandes bancos no Brasil agradaram ou frustraram o mercado nos balanços do segundo trimestre.
Num cenário menos vistoso, com alta de juros e medidas restritivas nos empréstimos para o consumo, Banco do Brasil e Bradesco se destacaram, ao evitar uma piora da qualidade da carteira e um aumento das despesas.
O BB, o único que conseguiu reduzir levemente o índice de atrasos de 90 dias no balanço trimestral, também entregou novos ganhos da Previ (fundo de pensão dos funcionários do banco), bom desempenho na tesouraria e em redução de custos, combinação que o fez superar com folga as previsões de lucros do mercado.
"A rentabilidade do BB foi significativamente apoiada por receitas fortes e custos comportados", resumiram os analistas do UBS, em relatório.
Já o Bradesco teve o maior ritmo de crescimento do crédito, sem com isso piorar a inadimplência. Sua rentabilidade também surpreendeu analistas.
"Mais uma vez, o Bradesco conseguiu entregar resultados sólidos", resumiu o Credit Suisse em relatório, no qual manteve recomendação de compra para as ações do banco.
O mesmo não aconteceu com Itaú Unibanco e Santander Brasil que, além de despesas maiores para fazer frente crescentes perdas com empréstimos não honrados de clientes, ainda não começaram a entregar os prometidos ganhos de eficiência em seus processos de fusão.
O Itaú admitiu ter "acelerado" demais os empréstimos para empresas de pequeno e médio portes, justamente um dos segmentos que mais tiveram aumento dos calotes. O banco prometeu cortar mais custos administrativos para tentar amenizar os efeitos da inadimplência, que ainda pode ter uma pequena piora no terceiro trimestre. Após o balanço, as ações do grupo despencaram.
"(Estamos) conscientes da mensagem que o mercados está enviando", disse o diretor de relações com investidores, Alfredo Setubal, em teleconferência com analistas.
No caso do Santander Brasil, de pouco adiantou um lucro acima das expectativas, fazendo a unidade ganhar ainda mais peso dentro dos resultados mundiais do grupo espanhol, abalado pela fragilidade da economia na Europa.
Sem conseguir rentabilizar o capital no mesmo nível dos concorrentes, especialmente após a bilionária oferta inicial de ações de 14 bilhões de reais há dois anos, o banco ainda teve crescimento menor da carteira e inadimplência maior do que a média do mercado. Resultado: suas ações voltaram a cair forte.
"O banco tem performado abaixo de seus concorrentes, isso é um dado", disse a jornalistas o presidente-executivo do banco, Marcial Portela. "Mas, se o investidor for paciente, vai recuperar um valor importantíssimo."
domingo, 31 de julho de 2011
Provedores de internet investem em TV a cabo
Após abertura do mercado autorizada por regulamentação da Anatel, empresários começaram a substituir a banda larga via rádio por redes de fibra óptica
SÃO PAULO - A abertura do mercado de TV a cabo, autorizada no ano passado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e regulamentada em junho deste ano, já movimenta pequenos provedores de internet nas cidades do interior do País. Com a expectativa de que novas outorgas para a prestação do serviço serão concedidas até o fim do ano, esses empresários começaram a substituir a banda larga via rádio por redes de fibra óptica, que têm capacidade de fornecer internet, telefonia e serviços pagos de TV.
Neste ano, pela primeira vez, as associações que reúnem os pequenos provedores participarão do evento anual da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), que será realizado entre os dias 9 e 11 de agosto em São Paulo. Os empresários dividirão o estande com a Telebrás. "Esse é o momento claro de se aproximar desses empreendedores, porque eles terão papel muito importante nos próximos anos", diz Alexandre Annenberg, presidente da entidade.
Com as mudanças feitas pela Anatel, os provedores podem conseguir uma licença pelo valor fixo de R$ 9 mil. Antes, as autorizações eram concedidas apenas por meio de um leilão - o último ocorreu há uma década.
Dos 3 mil provedores de internet espalhados pelo País, 2,5 mil têm licença para oferecer serviços de comunicação multimídia. Alguns deles, já operam em telefonia, mas querem transmitir também conteúdo para TV. "O mercado depende de pacotes", diz Marcelo Siena, presidente do Conselho Nacional das Entidades de Provedores de Serviços de Internet (Conapsi). "Só com internet, o provedor fica em desvantagem competitiva." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Neste ano, pela primeira vez, as associações que reúnem os pequenos provedores participarão do evento anual da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), que será realizado entre os dias 9 e 11 de agosto em São Paulo. Os empresários dividirão o estande com a Telebrás. "Esse é o momento claro de se aproximar desses empreendedores, porque eles terão papel muito importante nos próximos anos", diz Alexandre Annenberg, presidente da entidade.
Com as mudanças feitas pela Anatel, os provedores podem conseguir uma licença pelo valor fixo de R$ 9 mil. Antes, as autorizações eram concedidas apenas por meio de um leilão - o último ocorreu há uma década.
Dos 3 mil provedores de internet espalhados pelo País, 2,5 mil têm licença para oferecer serviços de comunicação multimídia. Alguns deles, já operam em telefonia, mas querem transmitir também conteúdo para TV. "O mercado depende de pacotes", diz Marcelo Siena, presidente do Conselho Nacional das Entidades de Provedores de Serviços de Internet (Conapsi). "Só com internet, o provedor fica em desvantagem competitiva." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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