quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Itaú Unibanco lança cartão com juros a 5,99% ao mês; veja se vale a pena Para especialista, consumidor deve ficar atento, pois cartão só é vantajoso para quem comprar em data próxima ao vencimento da fatura Por Gladys Ferraz Magalhães |18h00 | 03-08-2012


SÃO PAULO - Na próxima quinta-feira (9), os consumidores brasileiros terão à disposição um novo conceito de cartão de crédito. Batizado de Itaucard 2.0, o plástico, pertencente ao Itaú Unibanco, terá juros fixos de 5,99% ao mês, praticamente a metade da média do mercado, de 12%.
De acordo com o banco, a instituição analisou diversos modelos de cartões de crédito existentes no mercado internacional para chegar ao produto atual. Além dos juros mais baixos, outra mudança importante em relação aos cartões existentes no mercado, é o fato d e que, em caso de atraso ou não pagamento total da fatura, a mesma será cobrada a partir da data de cada compra e não mais a partir da data de vencimento da fatura.
Na opinião do vice-presidente da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças), Miguel Ribeiro de Oliveira, o consumidor deve ficar atento, pois o cartão só é vantajoso para quem comprar em uma data próxima ao vencimento da conta. Caso contrário, a prestação pode chegar a ser maior do que nos outros plásticos disponíveis no mercado.
“Primeiramente é importante destacar que o novo formato vai ficar confuso ao consumidor, que terá dificuldades de entender os cálculos de cobrança dos juros (…) Com esta nova metodologia de cobrança, em algumas situações, realmente o consumidor vai pagar um valor menor de juros, entretanto, em outras situações, o valor pago de juros será maior do que na metodologia utilizada por todas as empresas no mercado”, diz.
Simulações
Para que o consumidor entenda melhor o que pode acontecer, o especialista realizou três simulações:
O primeiro exemplo considera uma compra de R$ 1 mil feita em 05 de agosto, por exemplo, para um cartão cuja fatura vence em 25 de agosto, ou seja 20 dias até o vencimento do cartão. Considerando que a pessoa efetue o pagamento mínimo de 15% da fatura e não compre mais até o vencimento, ela pagará o seguinte:
Cartão normal: em 25/08 este consumidor pagaria o mínimo de 15% sobre a compra de R$ 1.000,00, correspondente a R$ 150,00;
Em 25/09 este consumidor pagaria juros de 12% ao mês sobre o saldo financiado de R$ 850,00 – R$ 850,00 x 12% ao mês = R$ 102,00.
Total da fatura: R$ 102,00
Novo cartão Itaú: em 25/08 este consumidor pagaria o mínimo de 15% sobre a compra de R$ 1.000,00, correspondente a R$ 150,00.
De 05/08 a 25/08 (20 dias) este consumidor pagaria juros de 5,99% ao mês sobre o valor da compra, correspondente a R$ 39,93, cobrança que não existe no cartão normal;
De 25/08 a 25/09 (30 dias) este consumidor pagaria juros de 5,99% ao mês, o saldo financiado de R$ 850,00 – R$ 850,00 X 5,99% ao mês = R$ 50,92; Total:
Total da fatura:R$ 90,85 (R$ 39,93 + R$ 50,92)
No segundo exemplo, a compra é novamente de R$ 1 mil, mas foi realizada em 25 de agosto, ou seja com 30 dias até o vencimento. Neste caso, para uma fatura com vencimento em 25 de setembro e pagamento de 15%, a situação é a seguinte:
Cartão normal: em 25/08 este consumidor pagaria o mínimo de 15% sobre a compra de R$ 1.000,00, correspondente a R$ 150,00;
Em 25/09 este consumidor pagaria juros de 12% ao mês sobre o saldo financiado de R$ 850,00 – R$ 850,00 X 12% ao mês = R$ 102,00;
Total: R$ 102 em 25 de setembro
Novo cartão Itaú: em 25/08 este consumidor pagaria o mínimo de 15% sobre a compra de R$ 1.000,00, correspondente a R$ 150,00;
De 25/08 a 25/09 (30 dias) este consumidor pagaria juros de 5,99% ao mês sobre o valor da compra, aqui de R$ 1.000,00, correspondente a R$ 59,90, cobrança que não existe no cartão normal.
De 25/08 a 25/09 (30 dias) este consumidor pagaria juros de 5,99% ao mês, o saldo financiado de R$ 850,00 – R$ 850,00 X 5,99% ao mês = R$ 50,92;
Total:R$ 110,82 (R$ 59,90 + R$ 50,92)
No terceiro e último exemplo, o cliente faz a compra de R$ 1 mil em 05 de agosto, ou seja 20 dias até o vencimento da fatura do cartão, em 25 de agosto; e depois volta a comprar em 30 de agoto, 25 dias após o vencimento da fatura. Novamente, o consumidor realiza o pagamento mínimo de 15%.
Cartão normal: em 25/08 este consumidor pagaria o mínimo de 15% sobre a compra de R$ 1.000,00, correspondente a R$ 150,00;
Em 25/09 a sua fatura do cartão de crédito estaria:
  • R$ 850,00 saldo devedor anterior
  • R$ 500,00 nova compra feita em 30/08
  • R$ 102,00 juros de 12% ao mês sobre o valor financiado de R$ 850,00
Ou seja, saldo devedor da fatura de R$ 1.452 e juros, em 25 de setembro, de R$ 102.
Novo Cartão Itaú: em 25/08 este consumidor pagaria o mínimo de 15% sobre a compra de R$ 1.000,00, correspondente a R$ 150,00;
Em 25/09 a sua fatura do cartão de crédito estaria:
  • R$ 850,00 saldo devedor anterior
  • R$ 500,00 Nova compra feita em 30/08
  • R$ 39,93 juros de 5,99% ao mês sobre o valor da compra de R$ 1.000,00 feita em 05/08
  • R$ 50,92 juros de 5,99% ao mês sobre o valor financiado de R$ 850,00
  • R$ 24,96 juros de 5,99% ao mês sobre a nova compra de R$ 500,00 de 30/08 a 25/09
Ou seja, saldo devedor da fatura de R$ 1.465,81, com juros em 25 de setembro de R$ 115,81 (R$ 39,93 + R$ 50,92 + R$ 25,96).

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Corinthians - Campeão da Libertadores 2012 Assista aos melhores momentos da campanha do Corinthians na Libertadores da América, e ouça o hino do campeão


O trauma acabou. O sonho foi realizado. A história está feita: o Corinthians foi campeão da Copa Libertadores pela primeira vez, nesta quarta-feira, em pleno Estádio do Pacaembu lotado. O sabor inédito da conquista foi degustado pelo time paulista pela primeira vez, após a vitória por 2 a 0 contra o Boca Juniors. Os gols de Emerson coroaram uma campanha brilhante: com oito vitórias e seis empates, o Corinthians foi campeão invicto e se libertou da melhor maneira possível.
A Libertadores tinha criado uma série de traumas na história do Corinthians. O time já tinha sido eliminado duas vezes pelo arquirrival Palmeiras, sofrido ameaças de protesto da torcida em campo e perdido na primeira fase para o então desconhecido Tolima, por exemplo. Mas todo esse trauma foi enterrado com uma campanha incrível, em que adversários como Vasco, Santos e Boca foram superados, o que só valorizou a conquista alvinegra.
O Boca até repetiu no começo do primeiro tempo o que o Corinthians fez na Bombonera: fora de casa, mostrou tranquilidade para segurar o ânimo dos adversários nos primeiros minutos. A frieza argentina contaminou os corintianos, que até evoluíram na partida, mas não conseguiram aproveitar a empolgação da torcida. O Boca ainda viveu um drama, já que o goleiro Orión saiu lesionado, foi substituído e chorou no banco de reservas. Apesar do substituto Sebastián Sosa ter sido testado, o primeiro tempo não esquentou mais.
A explosão de alegria corintiana só veio aos 8min do segundo tempo: após toque de calcanhar de Danilo, Emerson ficou sozinho na área e finalizou com perfeição para o gol. O Boca passou a errar passes simples e pouco conseguiu assustar o time paulista até que um erro fatal aconteceu: Schiavi entregou a bola nos pés de Emerson, que marcou de novo e decretou de vez a vitória. Sem sustos e nem sofrimento, o Corinthians vibrou pela conquista inédita e fez o Pacaembu pegar fogo como poucas vezes na história.
Primeiro tempo morno
A partida começou com cara de Libertadores, já que teve discussão com apenas 3min. Após uma disputa entre Mouche e Chicão, os jogadores dos dois times reclamaram, com uma briga mais ríspida entre Erviti e Paulinho. Mas quando a bola rolou, o Boca repetiu o que o Corinthians fez na Bombonera: não sentiu a pressão e conseguiu equilibrar as ações em campo, apesar da torcida contra. O clima quente do começo de jogo rapidamente ficou frio no Pacaembu.
O Corinthians só conseguiu levar algum perigo ao gol aos 11min, quando o goleiro Orión ameaçou soltar um chute de Alex, mas corrigiu o erro rapidamente. O Boca tentou administrar a posse de bola, mas falhou sempre que tentou o último passe. Por isso, os corintianos se animaram, principalmente quando Emerson conseguiu passar por dois jogadores, aos 15min. Caruzzo conseguiu afastar o perigo já dentro da área, mas o Boca ainda viveu um drama aos 30min: o goleiro Orión sentiu uma lesão no joelho esquerdo, saiu chorando e o uruguaio Sebastián Sosa entrou em seu lugar.
Em evolução na partida, o Corinthians não demorou para testar Sosa. Aos 36min, Emerson avançou pela esquerda, ganhou de Schiavi na velocidade e cruzou para a área. O uruguaio não foi bem e apenas olhou a bola passar, mas Clemente Rodríguez apareceu para salvar o Boca. Já aos 38min, Sosa apareceu melhor, quando agarrou com segurança um chute de longe arriscado por Alex. A partida ainda teve cinco minutos de acréscimo por causa da lesão de Orión, mas os times não foram capazes de aproveitar isso e terminaram um primeiro tempo apenas morno.
Explosão corintiana
Sem substituições, os times voltaram pelo menos mais soltos no segundo tempo. Emerson já arriscou um chute cruzado aos 30s. Mas o Boca respondeu após uma falha de Danilo, em que Fábio Santos se jogou para cruzar o passe perigo de Sosa.
A melhor criação de chances resultou em gol: após cobrança de falta no meio-campo, Ralf desviou com a cabeça e manteve a bola viva na área. Danilo disputou a jogada no alto, mas só ganhou quando a bola tocou no chão - com um toque de calcanhar, deixou Emerson sozinho, de frente para o gol. O atacante fez o que dele se espera: abriu o placar, balançou as redes e fez explodir a alegria da torcida corintiana no Pacaembu.
O Boca não morreu na partida, mas sentiu o golpe. Tentou controlar o ritmo do jogo, administrar a posse de bola, mas era impossível fazer isso com tantos erros de passe. Um lançamento só foi acertado em uma bola parada, cobrada por Riquelme aos 26min: apesar do cabeceio perigoso, Cássio agarrou com tranquilidade.
Porém, Schiavi não teve a mesma tranquilidade na sequência: aos 27min, o zagueiro argentino errou um passe simples no meio-campo e entregou a bola nos pés de Emerson. Ele avançou rapidamente, ganhou na velocidade e finalizou com tranquilidade no canto direito, "incendiando" de vez a torcida no Pacaembu.
Sem esperanças, nem gols ou qualidade, só sobraram reclamações para o Boca. O time protestou contra Emerson, que passou a provocar os argentinos. Na bola mesmo quem ainda levava perigo era o Corinthians, como em uma falta bem cobrado por Chicão aos 38min. Isso bastou para os corintianos comemorarem o fim do trauma e a conquista de um título tão desejado.
Ficha técnica
CORINTHIANS 2 x 0 BOCA JUNIORS
Gols
CORINTHIANS: Emerson, aos 8min e aos 27min do 2º tempo
CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Leandro Castán, Chicão e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; Jorge Henrique, Alex (Douglas) e Emerson (Liédson)
Treinador: Tite
BOCA JUNIORS: Orión (Sebastián Sosa); Sosa, Caruzzo, Schiavi e Clemente Rodríguez; Ledesma (Cvitanich), Somoza, Erviti e Riquelme; Pablo Mouche (Viatri) e Santiago Silva
Treinador: Julio César Falcioni
Cartões amarelos
CORINTHIANS: Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Jorge Henrique
BOCA JUNIORS: Schiavi, Caruzzo, Riquelme e Santiago Silva
Árbitro
Wilmar Roldán
Local
Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)